segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

Eu como Cidadão reconheço os direitos e deveres da Globalidade

1. A liberdade de cada um de nós e o respeito pelos outros:

Como cidadão, considero que sei reconhecer a necessidade de respeitar a forma de estar de cada um e a sua maneira de pensar, independentemente das escolhas efectuadas, de forma a que a nossa liberdade não colida com a liberdade dos outros.

Penso que um bom exemplo desta questão, bastante actual, prende-se com a nova lei que proíbe fumar em espaços públicos fechados que não tenham as devidas condições de circulação do ar e de extracção do fumo.

Ou seja, eu sou fumador, mas a minha liberdade de fumar não deve sobrepor-se ao direito das outras pessoas a não serem incomodadas pelo meu fumo. Sei reconhecer esta limitação e aceito que a lei venha estabelecer limites à minha liberdade de fumar, considerando que deve prevalecer o direito das outras pessoas a não serem lesadas, na sua saúde e no seu bem-estar, pelo fumo do tabaco.

Em anexo (alguns resultados da pesquisa que fiz sobre este tema):
I – Notícia sobre aprovação da nova Legislação sobre o Tabaco (Fonte: Diário de Notícias)
II – Notícia: Sondagem sobre proibição de fumar em espaços públicos (Fonte: Portugal Diário)
III – Opinião de um não fumador (Fonte: Diário Digital)


2. Os direitos e os deveres dos trabalhadores:

Eu, como cidadão e trabalhador por conta de outrem, tenho um conjunto de Direitos e Deveres, que estão definidos no Código do Trabalho e que constam do contrato celebrado com a minha entidade empregadora. Neste contexto, sei reconhecer a necessidade e o dever de saber quais são os meus deveres e também os meus direitos laborais.
Direitos laborais (exemplo): O direito a férias é um direito constitucionalmente consagrado. É, assim, um direito fundamental atribuído ao trabalhador e que é irrenunciável, ou seja, o trabalhador não pode prescindir desse direito.
Deveres laborais (exemplo): O dever de cumprir o horário de trabalho estipulado no contrato – O Horário de Trabalho é o período de tempo durante o qual o trabalhador tem a obrigação de colocar ao dispor da entidade patronal a sua força de trabalho, manual ou intelectual. (Fonte utilizada para recolher a informação: Expressoemprego.pt)
Recentemente, para poder reagir a conflitos laborais em que estou envolvido, tive de me informar sobre os meus direitos e considero que estou em condições de os exercer devidamente, em defesa do meu posto de trabalho e daquilo que considero que é justo.

Em 21-12-2007, a minha entidade empregadora comunicou-me, a decisão de não renovar o meu contrato de trabalho.


Como considero que não existe justa causa para esta decisão, recorri ao serviço de aconselhamento (atendimento ao público) da Autoridade para as Condições do Trabalho, em Setúbal, onde fui aconselhado a apresentar o caso ao Procurador do Tribunal do Trabalho.

Assim fiz, em Janeiro deste ano, e fui informado de que existe fundamento na lei para poder interpor uma acção contra a entidade empregadora, pedindo que a cláusula justificativa do contrato de trabalho a prazo seja considerada nula. Se essa cláusula for considerada nula, o meu contrato de trabalho será considerado sem prazo e eu tenho o direito de pedir a reintegração no meu posto de trabalho ou uma indemnização. Se for reintegrado, a entidade só poderá despedir-me através de um processo disciplinar para despedimento por justa causa (em vez de um mero ofício a prescindir dos meus serviços, em que nem sequer tive oportunidade de saber as razões desta decisão, nem apresentar a minha defesa).

De acordo com a informação obtida no Tribunal do Trabalho de Setúbal, nas duas audições que tive com o Procurador, fiquei ainda a saber que tenho o prazo de um ano, a contar da data de recepção do ofício acima, para avançar com a acção judicial.


3. Os direitos fundamentais num Estado democrático:

Tenho noção de que os Estados de Direito modernos reconhecem aos seus cidadãos um conjunto de direitos fundamentais, que normalmente se encontram definidos na lei fundamental de cada país (no caso de Portugal, é na Constituição da República Portuguesa).
Exemplos:
Todos os cidadãos são iguais perante a lei (artigo 13º da Constituição)
Direito de voto (artigo 49º da Constituição)
Liberdade de expressão e opinião (artigo 37º da Constituição)
Em anexo: Excertos da Constituição da República Portuguesa (7ª revisão constitucional – 2005)


4. Os direitos e deveres globais:

Sei que, para além dos direitos que cada Estado reconhece aos seus cidadãos, os países também estão abrangidos por tratados, protocolos e acordos internacionais, que reconhecem direitos e deveres que se aplicam à comunidade global.



Exemplos:

1) Os deveres estabelecidos pelo Protocolo de Quioto:
O Protocolo de Quioto é uma união de Estados com a finalidade de reduzir gases no ambiente de forma a defender o ambiente dos efeitos de estufa, uma das principais causas da instabilidade do clima (ex.: cheias intensas, incêndios, o ar cada vez menos respirável, etc).

2) Os direitos reconhecidos pela Declaração Universal dos Direitos do Homem, proclamada pela Assembleia Geral das Nações Unidas em 10 de Dezembro de 1948, e pela Convenção Europeia dos Direitos do Homem, assinada dois anos depois (em 4 de Novembro de 1950).
A Convenção Europeia dos Direitos do Homem entrou em vigor em 3 de Setembro de 1953 e foi ratificada por Portugal através da Lei n.º 65/78 de 13 de Outubro.
Alguns direitos aí reconhecidos são:

- o direito à vida;

- o direito à Saúde (independentemente da cor, sexo, raça, cor política);

- ninguém pode ser mantido em escravidão ou servidão;

- ninguém pode ser constrangido a realizar trabalho forçado.

Em anexo:
Dever de preservar o Ambiente (Protocolo de Quioto)
Direitos reconhecidos pela Convenção Europeia dos Direitos do Homem


5. Reflexão sobre aprendizagem ao longo da vida:

Ao longo do meu percurso de vida, fui adquirindo e desenvolvendo competências, em situações relacionadas com a minha profissão, que me têm ajudado a encarar a vida e a reagir perante as adversidades da minha própria vida quotidiana e da vida dos que me estão mais próximos, na esfera privada e familiar.
O contacto frequente com a morte, especialmente nas situações de graves acidentes rodoviários com vítimas mortais, com as quais me tenho deparado como bombeiro, permitiram-me perceber que há certos acontecimentos que nos dão força para viver e amar os nossos ainda mais.
Estas experiências permitem-me testar os meus próprios limites, como profissional e como ser humano, e prever a minha capacidade de resistência e de reacção à adversidade.
Em anexo:
I – Pequena história de vida relatada na primeira pessoa
II – Notícia sobre acidente rodoviário com seis mortos, em Pinhal Novo (Fonte: sítio oficial dos Bombeiros Voluntários de Pinhal Novo – em manutenção)
III – Perfil pessoal editado por jornalista no sítio dos BV Pinhal Novo


6. Adaptação à inovação nos processos de trabalho:

Na minha carreira profissional, tem sido sempre necessário adaptar-me a novos métodos de trabalho. A necessidade de adaptação a processos de inovação é uma constante nas associações e corpos de bombeiros, quer no que é exigido para promoção na carreira de bombeiro, quer a nível dos métodos de organização e gestão diária dos serviços e nos modelos organizativos das associações.
A carreira de bombeiro é construída através da constante promoção aos postos seguintes, ou seja, de Aspirante até ao topo da hierarquia, que é o posto de Chefe (que detenho desde 01-04-2006), vamos sempre enfrentando novos desafios e maiores responsabilidades.
No que se refere aos métodos de gestão dos serviços do Corpo de Bombeiros, há dois anos foi alterado o sistema informático utilizado no local onde trabalho, pois o antigo ainda funcionava com o sistema operativo MS-DOS. Devido à instalação do novo sistema (programa “Iffire”), foi-me dada formação nesse âmbito e todos os ficheiros de bombeiros, sócios, viaturas e contabilidade tiveram de ser inseridos novamente neste sistema. Em consequência disso, tive de inserir todos os dados da minha área – Bombeiros e Viaturas –, em coordenação com as restantes áreas, e explicar aos outros utilizadores o novo funcionamento, e é com este novo sistema que trabalhamos diariamente.
Em anexo: Exemplo de ficha de bombeiro e de viaturas no programa Iffire


7. Participação no associativismo:

Na Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Pinhal Novo, onde trabalhei até Janeiro deste ano e da qual faço parte como bombeiro e sócio, um dos suportes é o associativismo. É uma instituição que foi criada pelos sócios fundadores, em 1951, e na qual o poder máximo de decisão cabe aos sócios actuais, através da Assembleia Geral, órgão supremo da Associação. Por outro lado, uma das receitas necessárias para o funcionamento dos serviços prestados continua a ser proveniente das quotas dos associados.

Como sócio interveniente e participativo, eu fui um dos elementos que mais me empenhei, recentemente, em recolher as assinaturas dos sócios para um requerimento a pedir que seja convocada uma Assembleia Geral Extraordinária na minha associação, para se fazerem eleições para os órgãos sociais, visto que os mandatos têm apenas a duração de um ano e a actual situação institucional é bastante conflituosa e nada funcional.


No entanto, constato que cada vez mais a sociedade é individualista e está pouco motivada para participar nos movimentos associativos. Costumamos dizer, muitas vezes, que a generalidade das pessoas só se lembram dos bombeiros quando precisam de nós.

Por isso, houve necessidade e ainda há de promover campanhas públicas de angariação de sócios, para ajudar a Associação a ultrapassar as suas dificuldades.


8. Pesquisa sobre o tema da Globalização:

A globalização é um dos processos de aprofundamento da integração económica, social, cultural, política, com a generalização do acesso e a redução de custos dos meios de transporte e comunicação dos países do mundo no final do século XX e início do século XXI. É um fenómeno observado na necessidade de formar uma Aldeia Global que permita maiores ganhos para os mercados internos já saturados.
A rigor, as sociedades do mundo estão em processo de globalização desde o início da História. Mas o processo histórico a que se denomina Globalização é bem mais recente, datando (dependendo das concepções e da interpretação) do colapso do bloco socialista e o consequente fim da Guerra Fria (entre 1989 e 1991), do refluxo capitalista com a estagnação económica da URSS (a partir de 1975) ou ainda do próprio fim da Segunda Guerra Mundial.
As principais características da globalização são a homogeneização dos centros urbanos, a expansão das corporações para regiões fora de seus núcleos geopolíticos, a revolução tecnológica nas comunicações e na electrónica, a reorganização geopolítica do mundo em blocos comerciais (não mais ideológicos), a mistura entre culturas populares locais e uma cultura de massa universal, entre outros.

Em anexo: China: ganhar mercado com mão-de-obra barata – uma reportagem do “Correio da Manhã” sobre como a China vence no mercado mundial.


9. Reflexão sobre ética e deontologia no domínio profissional:

No exercício da minha actividade como Técnico de Emergência Médica, estou obrigado a respeitar o sigilo profissional.

Assim, devo respeito a um conjunto de normas deontológicas que visam salvaguardar o direito das vítimas à privacidade. Não devo comentar com terceiros situações que ocorram diariamente no socorro de vítimas, sejam elas quais forem; as vítimas têm direito ao sigilo e eu como profissional nunca comentei ou comento, em privado e mesmo no contexto profissional, situações que exponham as vítimas para além daquilo que pode e deve ser do conhecimento público.

Por exemplo, não posso revelar a identidade das vítimas e há situações do foro pessoal às quais, pela sua gravidade, devo sigilo, tais como tentativas de suicídio, doenças oncológicas, etc.

No contexto do socorro pré-hospitalar, o técnico de emergência não tem só deveres, mas também tem direitos. Assim, também tem o doente a obrigação de responder e dizer a verdade sempre que o técnico o interrogue para poder actuar da melhor forma perante a situação, no sentido de salvar vidas e preservar a saúde do doente.

Em anexo: Direitos e Deveres dos Doentes (Fonte: Instituto Nacional de Emergência Médica).


10. Reflexão sobre valores institucionais:

Estou inserido na hierarquia de um Corpo de Bombeiros e, como tal, estou sujeito a um Regulamento Interno que define todas as normas de conduta no seio da instituição.

Do meu ponto de vista, apesar do nível profissional de cada um, deve existir sempre respeito e lealdade, de uns para com os outros. Esta realidade está ainda mais presente e devidamente regulada num Corpo de Bombeiros, tal como acontece nas forças militarizadas. O sistema está assente numa organização hierárquica, logo existe um Regulamento Interno que estabelece todos os deveres e direitos de cada elemento do Corpo.

Em anexo: Organograma do Corpo de Bombeiros e cópia do Regulamento Interno do Corpo de Bombeiros Voluntários de Pinhal Novo.


11. Reflexão sobre valores éticos e abertura moral no domínio privado:

No seio familiar, deve estar sempre presente o respeito pelas opiniões de cada elemento, mas penso que deve existir uma hierarquização de valores e que no topo dessa hierarquia está a família, “casal e filhos”. Independentemente das opiniões individuais, critérios éticos ou culturais, deve prevalecer o interesse e a preservação da família.

Exemplos de atitudes que tento pôr em prática para preservar, acima de tudo, a unidade e o interesse da família:

tentar promover o diálogo e chegar a um consenso, para evitar situações de ruptura;
ser sempre assertivo, pois isso ajuda ao diálogo e ao entendimento;
incutir o respeito, a educação e a moral, procurando eu próprio agir de forma a dar o exemplo, nomeadamente à minha filha menor;
transmitir a convicção de que todos somos iguais e não inferiores ou superiores uns aos outros, e de que a nossa liberdade termina onde começa a liberdade do outro.
Em anexo: Violência doméstica (Fonte: Wikipédia, a enciclopédia livre)


12. O respeito pela diversidade no domínio profissional:

Este princípio encontra-se presente na forma como, no exercício das funções de Técnico de Emergência Médica, devo fazer a abordagem às vítimas, com respeito pela diversidade (sexual, cultural, etc).

Assim, devo efectuar a abordagem às vítimas por mim socorridas da seguinte forma:

Devo apresentar-me dizendo o meu nome e, em seguida, identificar-me como Técnico de Emergência Médica do Corpo de Bombeiros de Pinhal Novo.

Devo mostrar conhecimento e segurança, postura e profissionalismo. Por exemplo, numa parturiente em trabalho de parto, seguindo o protocolo de actuação, a mulher tem de se expor se estiver iminente o parto, a vítima não pode ser transportada nessas condições e o parto tem de ser efectuado no local onde a ambulância se encontrar. Para chegar a esta conclusão, tem de ser efectuada uma avaliação por parte do técnico, e uma delas que, normalmente, é a mais complexa, consiste em verificar se já existe apresentação da coroa cefálica do bebé.

E como se chega a esta conclusão? É através da palpação da zona genital. Neste sentido, é preciso transmitir à parturiente, logo na abordagem inicial, todo o profissionalismo e sentido de responsabilidade, porque corre-se o risco de ser mal interpretado pela parturiente. Se o técnico não conseguir obter da mulher em trabalho de parto a necessária cooperação para que o resultado seja feliz, o que está em “jogo” são duas vidas.

Em anexo: Normas de conduta dos Técnicos de Emergência Médica (Fonte: Instituto Nacional de Emergência Médica).


13. Respeito por diversos poderes no domínio institucional:

Este princípio aplica-se à realidade de uma Associação Humanitária de Bombeiros, em que têm de se articular dois poderes: o poder de dirigir a entidade detentora do corpo de bombeiros (que cabe à Direcção eleita pelos sócios da Associação, em Assembleia Geral) e o poder operacional para gerir o Corpo de Bombeiros (que cabe ao Comando).

Na minha actividade de bombeiro, estou inserido na hierarquia do Corpo Activo, onde tenho de respeitar códigos de conduta pré-definidos, que tenho de cumprir e fazer cumprir. No topo desta hierarquia encontra-se o Comando, composto por três elementos (Comandante, Segundo Comandante e Adjunto de Comando).

Na minha profissão diária, a desempenhar as funções de Chefe de Serviço para as quais fui contratado pela Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Pinhal Novo, também tenho de respeitar o contrato de trabalho e a Direcção da entidade.

Nem sempre é fácil conciliar estes dois poderes. Na verdade, devo lealdade a dois cargos diferentes: à Direcção da Associação, que é a entidade detentora do corpo de bombeiros; e ao Comando Operacional. Em princípio, para tudo funcionar normalmente, deve haver uma espécie de separação de poderes entre as duas áreas: todos os problemas relacionados com as funções desempenhadas pelos bombeiros, na parte da disciplina e da operacionalidade (desempenho das missões de socorro), são da responsabilidade do Comando; tudo o que tenha a ver com a gestão financeira é com a entidade detentora do corpo de bombeiros, em que os poderes de administração competem à Direcção.


14. Elenco de escolhas morais básicas:

Penso que o elenco das escolhas morais básicas para a comunidade global deve incluir:

- O princípio da não-discriminação (nomeadamente, em função da raça e sexo)
- O direito à vida
- A proibição de tratamentos cruéis, desumanos ou degradantes
- O respeito pela vida privada e familiar
- O direito à saúde


15. Reflexão sobre tolerância, educação e responsabilidade dos pais:

- A reflexão é uma qualidade indispensável a qualquer educador.
- Quem educa deve saber o que quer.
- Quem educa deve conhecer o educando.
- Devemos ser firmes e suaves, e não esquecer que uma ordem justa, quando dada, deve ser mantida.
- As perguntas das crianças devem ser sempre respondidas com a verdade.
- Devemo-nos esforçar para conseguir que as crianças pratiquem o bem pelo bem e não com a intenção de receber prémio ou por exclusivo temor ao castigo.
- Devemos acostumar as crianças a falar com naturalidade e, para isto, é aconselhável estimular, entre elas, o relato das suas observações e experiências diárias.
- Devemos levar as crianças a agir por si mesmas, a resolverem, tanto quanto possível, sozinhas, as suas situações difíceis.
- Permanecendo numa posição de expectativa estamos cooperando para que as crianças possam agir sozinhas e se tornem mais independentes.
- Uma das finalidades essenciais da educação é fazer com que a criança de hoje e, consequentemente, o homem de amanhã se baste a si mesmo.

Em anexo: “Palmadas sim, tareias não”


16. Participação em processos negociais no domínio profissional e institucional:

Devido à minha profissão de bombeiro e como sócio da instituição, reportando-me a dois poderes diferentes no seio da mesma (Comando Operacional e Direcção da Associação), participo activamente em reuniões gerais do corpo de bombeiros, assembleias gerais de sócios e respectivos actos eleitorais, reuniões de Chefia, de Comando e de Secção do corpo de bombeiros (neste contexto, anexo cópia de algumas).

A nível institucional, sei reconhecer a importância da existência na sociedade de diversos partidos políticos, que representam as várias ideologias, convicções e ideias existentes na comunidade.

Como cidadão responsável, assumo as minhas opções políticas e ideológicas e actuo de acordo com a convicção do que considero ser melhor para a sociedade. Por exemplo, participo nas eleições a nível nacional, como cidadão votante.


17. Aceitação e relacionamento com diversidade cultural:

Esta exigência é subjacente à minha actividade profissional, tenho de estar sempre preparado para interagir com pessoas de todas as Nacionalidades, Culturas, Línguas, Religiões, etc., uma vez que, como bombeiro e técnico de emergência, posso ser chamado para socorrer qualquer pessoa.

Por exemplo, efectuámos o parto de uma cidadã Nigeriana a viver em Pinhal Novo, com quem, linguisticamente, era impossível comunicarmos, por isso tivemos de comunicar por desenho. Foi efectuado o parto com êxito, como a foto documenta (esta foto já foi tirada no Hospital de São Bernardo, em Setúbal, para onde transportámos a mãe e a criança recém-nascida).
Tripulantes ( TAS ) Rui Jorge e Leonel Barradas.


Em anexo: Notícia do site www.bvpinhalnovo.pt, actualmente em actualização

Técnologia de Informação e Comunicação

TEMA 1: Comunicação Rádio

Competências STC: Entender a utilização das comunicações rádio em diversos contextos familiares e sociais.


Do toque da sirene àS COMUNICAÇÕES RÁDIO
E À mensagem de telemóvel


Nesta matéria, os meus principais conhecimentos foram adquiridos através da formação inicial de bombeiro – curso de “Comunicações” da Escola Nacional de Bombeiros (excerto do manual de formação, em anexo).

A evolução das tecnologias fez com que, hoje em dia, seja cada vez mais raro recorrer ao toque da sirene do quartel de Bombeiros – “toque a fogo” – para comunicar ao pessoal do corpo de bombeiros que é necessário vir urgentemente ao quartel para combater um incêndio ou socorrer as vítimas de um acidente rodoviário.

Este meio de comunicação funciona de uma forma muito simples: o emissor é a referida sirene, que origina um som facilmente reconhecido pelos bombeiros, de acordo com um código de significados que varia em função do nº de toques seguidos; o ar funciona como o canal de comunicação que garante a propagação do som; os receptores são as pessoas que ouvem o som da sirene.

O funcionamento da sirene apresenta dois grandes inconvenientes, que já foram ultrapassados pelos outros meios:

1º A comunicação não é totalmente eficaz porque só funciona num sentido, isto é, os receptores (bombeiros) não podem ser também emissores (a sirene não permite aos intervenientes ter a capacidade de emitir e receber). – Esta limitação foi resolvida com as comunicações rádio e com os telemóveis.

2º A comunicação chega a todos os que ouvem o toque e não apenas aos bombeiros, o que não garante a confidencialidade da mensagem e provoca um ruído que pode incomodar todas as pessoas a quem a mensagem não se destina. – Estes inconvenientes só foram totalmente ultrapassados com os telemóveis.

Nos últimos anos, evoluiu-se rapidamente para as comunicações rádio. Para que a comunicação rádio se possa estabelecer, o emissor e o receptor têm de estar a operar na mesma frequência, isto é, têm de estar sintonizados no mesmo canal.

Nos Bombeiros utilizamos vários tipos de equipamentos rádio:

Bases – instalados em pontos fixos (na central de comunicações do quartel de bombeiros);
Móveis – instalados nas viaturas;
Portáteis – transportados por cada um dos utilizadores;
Repetidores – destinados a interligar equipamentos que não comunicam directamente.


Os nossos rádios portáteis funcionam em banda alta de VHF, na frequência de 133 MHz (megahertz). Também temos rádios móveis de banda alta nas viaturas operacionais VUCI (Veículo Urbano de Combate a Incêndios), VGEO (Veículo de Gestão Estratégica e Operações), VTGC (Veículo Tanque de Grande Capacidade) e VCOT (Veículo de Comando Táctico).

Além destes, temos rádios de banda baixa de VHF, que funcionam na faixa dos 40 MHz (megahertz), que só comunicam com a base (central) e com o repetidor (instalado no Comando Distrital de Operações de Socorro – CDOS).

Os nossos equipamentos rádio possuem os seguintes componentes:
§ Antena
§ Microfone
§ Altifalante / Auscultadores
§ Comandos
§ Sinalizações

Como há um grande número de utilizadores rádio, é impossível garantir um número suficiente de canais para que haja uma comunicação privada entre dois utilizadores, sem interferências de outros (como sucede nas ligações telefónicas). Assim, nos Bombeiros o mesmo canal é partilhado por muitos utilizadores diferentes, o que obriga a que haja uma grande disciplina de todos nós para que o sistema de comunicações rádio possa servir os objectivos operacionais.

Actualmente, a enorme difusão e implementação dos telemóveis na nossa sociedade também veio revolucionar as comunicações dos bombeiros. A comunicação por telemóvel garante a privacidade e o contacto quase permanente, porque podemos estar sempre contactáveis.

Há também a vantagem de, com grande rapidez, podermos emitir uma mensagem escrita por telemóvel (mensagem SMS) para vários destinatários (por exemplo, dando conta de ocorrências graves, como incêndios ou acidentes rodoviários).

Os telemóveis também permitem a partilha de fotos e vídeos e os mais modernos – de 3ª geração – possibilitam as videochamadas.


Também no contexto privado utilizo permanentemente o telemóvel e exploro todas as suas funções: lazer (através dos jogos, dos ficheiros de som e da câmara fotográfica incorporada no aparelho, por exemplo) e comunicação telefónica ou escrita (mensagens SMS).

Reconheço que o telemóvel é, hoje em dia, imprescindível. Praticamente, a sociedade deixou de aceitar que uma pessoa esteja incontactável. Por outro lado, já não passamos sem os contactos telefónicos na agenda do telemóvel e sentimos uma maior segurança no nosso dia-a-dia por termos sempre à mão um meio para contactar os outros (por exemplo, para pedir socorro em caso de acidente).




Em anexo:

1) Manual de Formação Inicial do Bombeiro, Vol. VI – Comunicações (excerto), Escola Nacional de Bombeiros, 2002



TEMA 2: Micro e Macroelectrónica

Competências STC: Perspectivar a interacção entre a evolução tecnológica e as mudanças nos contextos e qualificações profissionais.

O computador é um instrumento de trabalho imprescindível no meu dia-a-dia profissional. Utilizo o computador para as seguintes actividades essenciais:

- inserir dados e gerir aplicações informáticas próprias (utilizo vários programas próprios de gestão dos serviços do corpo de bombeiros: programa Iffire e programa de gestão dos verbetes do Instituto Nacional de Emergência Médica – INEM);

- processar texto (utilizo o programa Microsoft Word para redigir comunicações internas, por exemplo);

- processar estatísticas operacionais (utilizo o programa Microsoft Excel para elaborar planos de serviço, escalas de serviço, estatísticas das faltas do pessoal do corpo de bombeiros, etc);

- elaborar suportes pedagógicos e manuais de formação interna (utilizo o programa Microsoft PowerPoint para fazer apresentações pedagógicas);

- aceder à Internet;

- actualizar ficheiros de fotografias do corpo de bombeiros;

- ver vídeos, nomeadamente das ocorrências em que o corpo de bombeiros intervém.


No meu contexto profissional, sei reconhecer que o computador é imprescindível para a sistematização e tratamento de toda a informação que respeita ao dia-a-dia da corporação de bombeiros (exemplos em anexo).

Reconheço também as mais-valias dos meios digitais para a comunicação. Por exemplo, utilizo o projector data-show nas acções de formação interna para projectar apresentações pedagógicas de minha autoria (em anexo: foto da sala de coordenação e formação dos Bombeiros Voluntários de Pinhal Novo, com projector multimédia).



Em anexo:

1) Apresentação em PowerPoint sobre o VTTR 01 (Veículo Tanque Táctico Rural), que elaborei para utilizar em acções de formação interna (total de 9 diapositivos).

2) Exemplos de Planos de Serviço (documentos do Microsoft Excel).

3) Registos de Presenças de Serviço e estatísticas da gestão de faltas (documentos do Microsoft Excel).

4) Exemplos de mapas diários com estatísticas do serviço de Transporte de Doentes (documentos do Microsoft Excel).

5) Foto da sala de coordenação e formação dos Bombeiros Voluntários de Pinhal Novo, equipada com projector multimédia.



TEMA 3: Media e Informação

Competências STC: Discutir o impacto dos media na construção da opinião pública.

Na minha actividade como bombeiro, não posso abstrair-me do impacto que os órgãos de comunicação social – jornais, rádios, televisões e Internet – têm sobre a sociedade e tenho de estar atento à forma como os jornalistas retratam a intervenção do meu corpo de bombeiros, nos vários tipos de ocorrências. Muitas vezes é disso que depende o nível de confiança da população nos bombeiros e o reconhecimento público do nosso trabalho.

Estou especialmente atento à imprensa (jornais nacionais e também locais) e aos telejornais (da RTP, SIC e TVI).

Quando os acontecimentos têm um interesse nacional, penso que é na televisão que têm mais impacto (exemplo: reportagens e entrevistas, em directo, durante vários dias seguidos, do prédio de Setúbal onde ocorreu recentemente uma explosão).

Os acontecimentos a nível local têm bastante impacto nos jornais locais. Actualmente, a maior parte dos jornais locais são de distribuição gratuita (vivem das receitas da publicidade), o que faz com que cheguem à maioria da população.

Reconheço que as notícias são bastante dominadas pelas tragédias e penso que isso acontece porque há interesse do público nestes acontecimentos, nos quais, quase sempre, os bombeiros são actores principais. Exemplos:

Incêndios florestais – É o tema que domina a actualidade nos meses de Verão, nos telejornais e nas páginas dos jornais. Por outro lado, os jornais, a televisão e a rádio são utilizados para a promoção de campanhas de prevenção dos fogos florestais (ex: campanha “Portugal sem fogos depende de todos”).

Sinistralidade rodoviária – Notícias diárias sobre os acidentes rodoviários e campanhas de prevenção e segurança na estrada (exemplo em anexo: ligação para vídeo com reportagem da SIC, feita em directo, sobre um acidente ocorrido em 22-11-2007, no qual eu participei como chefe da equipa dos Bombeiros Voluntários de Pinhal Novo nas operações de socorro).


Emergência Pré-Hospitalar – Notícias frequentes sobre a emergência médica (exemplo: notícias sobre as queixas dos familiares das vítimas em relação ao tempo que as ambulâncias levam a chegar aos locais).

Em síntese, tal como acontece com outros sectores de actividade (como por exemplo, a política ou o futebol), também os bombeiros estão sempre sob a atenção da Comunicação Social e considero que isso contribui para aumentar a nossa responsabilidade.


Competências CLC: Relacionar-se com os mass media reconhecendo os seus impactos na constituição de poder mediático e tendo a percepção dos efeitos deste na regulação institucional.

Pelo que referi anteriormente, faz parte do meu dia-a-dia profissional a interligação com os jornalistas e tenho de desempenhar o papel de fonte de informação sobre as ocorrências em que intervém o meu corpo de bombeiros.

Este papel é sempre desempenhado com autorização do Comandante, que me autoriza a prestar declarações e revelar pormenores sobre as operações de socorro, sempre que se revele necessário ao esclarecimento público.

Em anexo:

1) Vídeo da reportagem realizada pela SIC sobre despiste de autocarro com crianças ocorrido no Poceirão, em 22 de Novembro de 2007 (participei nas operações de socorro):
disponível no endereço http://videos.sapo.pt/7MZw0bZyVcJtcbftpRIl

2) Notícia da imprensa local (Jornal do Pinhal Novo), em que desempenhei o papel de fonte das informações, na qualidade de responsável pelas operações a cargo do meu corpo de bombeiros.



TEMA 4: Redes e Tecnologias

Competências STC: Relacionar a evolução das redes tecnológicas com as redes sociais.

Sou utilizador regular da Internet, tanto no trabalho, como no ambiente doméstico.

Recentemente, optei pelas vantagens do acesso à Internet em qualquer lado, através do computador portátil. A ligação é obtida através de uma caixa de conexão portátil (“connect box”).

Utilizo a Internet com os seguintes fins principais:

- Acesso à informação (sites dos jornais e televisões) e pesquisa e recolha de informação (pesquisa no motor de busca Google e na Wikipédia);

- Acesso ao correio electrónico (e-mail);


- Acesso ao MSN Messenger para conversação on-line em tempo real (por vezes com webcam ligada);

- Acesso a formulários ou informações institucionais (exemplos: site da Autoridade para as Condições de Trabalho, para informação e pedidos de esclarecimento sobre os meus direitos laborais; sou utilizador registado do site da Escola Nacional de Bombeiros, para actualização na área da formação profissional);

- Consulta e actualização do sítio institucional do meu local de trabalho (sítio www.bvpinhalnovo.pt, quando se encontrava activo), com o qual colaborava na redacção de informações úteis e notícias e na publicação de fotografias;

- Participo em algumas redes sociais on-line, como por exemplo: estou registado como utilizador de portais de bombeiros (com acesso a chats de conversação); tenho uma página pessoal na rede hi5.

Em anexo:

1) Exemplo de conversação on-line (através do MSN Messenger);

2) Perfil pessoal na página do hi5;

3) Notícia que enviei para o sítio dos Bombeiros Voluntários de Pinhal Novo (actualmente inactivo).


Competências CLC: Perceber os impactos das redes de Internet nos hábitos perceptivos, desenvolvendo uma atitude crítica face aos conteúdos aí disponibilizados.

Como pai e educador, estou atento aos impactos da Internet e regulo a utilização pela minha filha menor, para minimizar os riscos de diálogo on-line com desconhecidos, por exemplo.

Também reconheço que a rapidez da comunicação através do MSN nos leva, muitas vezes, a deixar passar muitos erros ortográficos e a recorrer a imensas abreviaturas e “bonecos” (ícones expressivos, piscadelas, toques). Por isso, tento alertar a minha filha para que se preocupe em escrever correctamente.

Procuro também ensinar a minha filha a aceder às fontes de informação mais adequadas para ela e a evitar o “lixo” que existe na Internet e que pode prejudicar o seu desenvolvimento (por exemplo, sites de conteúdos pornográficos ou mesmo pedófilos).


Em anexo alguns artigos pesquisados sobre este tema:

1) Notícia do “Diário de Notícias”, de 13-12-2007: Internet, telemóveis, TV e rádio são imprescindíveis
http://dn.sapo.pt/2007/12/13/media/internet_telemoveis_e_radio_impresci.html

2) Notícia do publico.pt, de 13-12-2007: Portugueses sentiriam mais falta da Internet do que da televisão
http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1313700&idCanal=61


3) “A Internet e o Far West”, artigo de opinião publicado no Diário de Notícias de 26-11-2007
http://dn.sapo.pt/2007/11/26/opiniao/a_internet_far_west.html

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

Festa de Natal 2008

Á que, por todo o lado, se vêem Pais Natal a subir pelas paredes das casas, a Associação lembrou-se de aproveitar as habilidades dos seus bombeiros para meter um Pai Natal de carne e osso a chegar em grande estilo ao quartel e a subir por uma escada exterior para dentro do edifício. Foi assim que o bombeiro de 2ª Carlos Loureiro se vestiu a rigor, montou o seu "trenó" em cima de uma viatura histórica da corporação e encantou dezenas de crianças.

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

Formação


A participação em acções de formação é uma componente fundamental da minha actividade de bombeiro e tem sido constante ao longo do meu percurso profissional.
Através da formação profissional, foi possível ir progredindo na hierarquia do Corpo de Bombeiros e ir adquirindo todas as competências necessárias ao desempenho das minhas funções, nas várias áreas do socorro às populações.
Hoje em dia, não basta ter boa vontade para socorrer alguém que se encontra em perigo e até o lema dos bombeiros voluntários – “vida por vida” – tem sido substituído pela ideia de “voluntários por opção, profissionais na acção”.
A formação inicial e a formação contínua são essenciais para que seja prestado às vítimas um socorro de nível profissional. Por isso, desde que fui admitido no Corpo de Bombeiros Voluntários de Pinhal Novo, em 1995, completei dezenas de cursos e acções de formação, nas diversas áreas: Saúde, Salvamento e Desencarceramento, Combate a Incêndios e outras áreas especializadas do socorro.
De uma maneira geral, posso garantir que todas as formações que frequentei foram excepcionalmente benéficas para mim. A formação ajudou-me a alargar os meus horizontes e também a pensar de forma melhor, avaliar as situações e actuar com mais profissionalismo.

As mais recentes acções de formação em que participei foram de Condução Todo-o-Terreno (em Dezembro de 2007) e Salvamento em Grande Ângulo (de Novembro a Dezembro de 2007). São formações que já tinha frequentado, há alguns anos atrás, mas agora tive oportunidade de reciclar e aperfeiçoar conhecimentos, pois nunca é demais aprender para poder ajudar quem precisa.
Além disso, há situações com que nos deparamos menos vezes, no nosso dia-a-dia, e as acções de formação tornam-se essenciais para não esquecermos e para praticarmos as técnicas adequadas. É o que acontece, por exemplo, com o Salvamento em Grande Ângulo, que se aplica em locais de altitude e de difícil acesso (grutas, arribas, encostas, prédios); por isso, a parte prática desta formação foi parcialmente realizada na Serra da Arrábida.
Quanto à condução todo-o-terreno, é especialmente importante para que se possa conduzir em segurança quando se combatem os incêndios florestais, preservando as viaturas e a segurança da equipa. Como sou condutor de pesados, muitas vezes cabe-me transportar o veículo florestal de combate a incêndios e os auto-tanques e esta formação foi muito útil para reforçar a minha confiança e perícia como motorista. Como se sabe, muitos dos acidentes que, em Portugal, têm vitimado bombeiros no combate aos fogos são resultado de despistes a caminho das ocorrências, em consequência das elevações, declives e inclinações laterais próprias da condução fora de estrada.




Formandos da acção de Salvamento em Grande Ângulo
Arrábida, 2007







Na área da Saúde, comecei com o Curso Essencial de Socorrismo, em 1995, ministrado pela Cruz Vermelha Portuguesa, e depois frequentei mais três cursos básicos de saúde ministrados pela Escola Nacional de Bombeiros (o curso de TAT – Tripulante de Ambulância de Transporte). Esta formação proporcionou-me os conhecimentos e técnicas essenciais para fazer o exame da vítima, a remoção e imobilização de vítimas e realizar o chamado Suporte Básico de Vida, isto é, manobras de reanimação cardio-respiratória.
Esta foi a formação básica que me permitiu exercer a função de tripulante de ambulância até conseguir entrar para o Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM), onde completei, em Setembro de 2005, o curso de Técnico de Emergência Médica (TAS – Tripulante de Ambulância de Socorro). Para além de ter aprofundado imenso tudo o que diz respeito à prestação de cuidados de emergência e ao socorro de doentes urgentes, com esta formação também aprendi como lidar com pessoas de todas as faixas etárias e com culturas e hábitos diferentes. Esta capacidade de adaptação é importante porque, em situações de emergência médica, temos de estar aptos a relacionar-nos com todo o tipo de pessoas, de forma a salvar vidas.
Por exemplo, uma das situações mais delicadas com que nos deparamos é a das emergências obstétricas (parto de emergência). Para além de todos os protocolos de actuação, que foram bastante aprofundados no curso do INEM, é também essencial adoptarmos uma atitude profissional e ética que transmita a confiança necessária à parturiente, porque dela também depende o sucesso da nossa actuação.




A Ambulância de Socorro
mantida pelo INEM no Corpo
de Bombeiros de Pinhal Novo



Outra das áreas imprescindíveis da formação do bombeiro é a do Salvamento e Desencarceramento, em que aprendemos as técnicas de criação de espaço para a evacuação de vítimas em espaços confinados (a situação mais comum é a que resulta dos acidentes rodoviários mais graves, quando as vítimas ficam encarceradas no interior das viaturas).
Nesta área, efectuei quatro cursos, entre 1998 e 2006 (com intervalos de 2 a 3 anos entre cada acção), sempre aperfeiçoando as técnicas, para melhorar o desempenho.

No âmbito da formação de bombeiros e progressão na carreira, fui sempre aproveitando as oportunidades e, como fiquei sempre bem classificado, fui evoluindo até ao posto máximo na hierarquia do Corpo Activo: “Chefe”. No âmbito dos cursos de promoção aos postos de Subchefe e Chefe, realizei cursos de Combate a Incêndios Urbanos e Industriais, com formação prática ministrada na Refinaria de Sines. Realizei também, em Maio de 2005, na Companhia de Bombeiros Sapadores de Setúbal, o curso de Matérias Perigosas – Nível 2, que foi bastante duro e fisicamente exigente (mais recentemente, voltei a abordar esta matéria numa acção promovida no próprio quartel de Pinhal Novo).




Acção de formação sobre Matérias Perigosas
Bombeiros Voluntários de Pinhal Novo, 2006






Em consequência de toda a formação obtida, sempre com o objectivo do aperfeiçoamento profissional, fui convidado para dar formação nas acções ministradas pela Federação de Bombeiros do Distrito de Setúbal, formando jovens de todo o distrito em áreas distintas, como Ordem Unida, Manobras de Escadas, Salvados, Hidráulica, Fogos Urbanos e Industriais, Ventilação e Táctica, Redes de Águas, Redes de Gás, Matérias Perigosas e Aparelhos Respiratórios Isolantes de Circuito Aberto (“A.R.I.C.A.)”.
Estas disciplinas são fundamentais para o percurso de bombeiro inicial.

,
Penso que eu sempre soube reconhecer a importância da formação profissional e sempre me disponibilizei para realizar acções, aproveitando ao máximo todas as oportunidades de melhorar o meu desempenho.
Como sou interessado e exigente comigo próprio e com os outros, sempre me auto-formei e tenho a preocupação constante de transmitir correctamente os conhecimentos que adquiri, de forma a conseguir passar a mensagem. Neste sentido, e com o gosto pela minha formação, continuo sempre a tentar evoluir e contribuir para melhorar a qualidade do meu Corpo de Bombeiros, porque a minha acção insere-se sempre num trabalho de equipa.

Acerca de mim

A minha foto
Setúbal, Pinhal Novo, Portugal