Introdução:
Segundo alguns cientistas, teremos apenas dez anos para evitar uma grande catástrofe que pode destruir o nosso planeta gerando condições meteorológicas agressivas, inundações, epidemias e ondas de calor que ultrapassam tudo o que conhecemos. Nunca como no último ano este tema foi tão falado, graças ao documentário “Uma Verdade Inconveniente”, de 2006, que segue a luta do antigo vice-presidente dos Estados Unidos Al Gore para travar o aquecimento global e a sua tentativa de impor o problema, não como uma questão política, mas sim como um desafio global para a Humanidade.
O papel do homem nas alterações climáticas:
É cada vez mais evidente que muito do aquecimento global observado nos últimos 50 anos é devido às actividades humanas, nomeadamente às emissões de Dióxido de Carbono daí decorrentes.
Está também comprovado que as influências humanas continuarão a alterar a composição da atmosfera durante o século XXI.
Principais alterações climáticas:
§ Aumento da temperatura média da superfície do planeta
§ Eventos extremos (aumento da frequência, intensidade e duração de condições climáticas extremas):
ü aumento da temperatura máxima e do nº de dias quentes nas áreas terrestres – Ondas de calor
ü aumento do índice de calor nas áreas terrestres – Incêndios
ü aumento de episódios de precipitação intensa – Cheias
§ Aumento do nível do mar
§ Diminuição da cobertura de gelo
As principais alterações climáticas e seus impactos:
Devido aos efeitos potenciais sobre a saúde humana, meio ambiente e economia o aquecimento global tem sido fonte de grande preocupação. Importantes mudanças ambientais têm sido observadas e foram ligadas ao aquecimento global. Os exemplos de evidências secundárias (diminuição da cobertura de gelo, aumento do nível do mar, mudanças dos padrões climáticos) são exemplos das consequências do aquecimento global que podem influenciar não somente as actividades humanas mas também os ecossistemas. Aumento da temperatura global permite que um ecossistema mude; algumas espécies podem ser forçadas a sair dos seus habitats (possibilidade de extinção) devido a mudanças nas condições enquanto outras podem espalhar-se, invadindo outros ecossistemas.
Entretanto, o aquecimento global também pode ter efeitos positivos, uma vez que aumentos de temperaturas e aumento de concentrações de CO2 podem aprimorar a produtividade do ecossistema. Observações de satélites mostram que a produtividade do hemisfério Norte aumentou desde 1982.
O aquecimento da superfície favorecerá um aumento da evaporação nos oceanos o que fará com que haja na atmosfera mais vapor de água (o gás de estufa mais importante, sobretudo porque existe em grande quantidade na nossa atmosfera). Isso poderá fazer com que aumente cada vez mais o efeito de estufa e com que o aquecimento da superfície seja reforçado. Podemos, nesse caso, esperar um aquecimento médio de 4 a 6ºC na superfície. Mas mais humidade (vapor de água) no ar pode também significar uma presença de mais nuvens na atmosfera, o que se pensa que, em média, poderá causar um efeito de arrefecimento.
As nuvens têm, de facto, um papel importante no equilíbrio energético porque controlam a energia que entra e que sai do sistema. Podem arrefecer a Terra, ao reflectirem a luz solar para o espaço, e podem aquecê-la por absorção da radiação infravermelha radiada pela superfície, de um modo análogo ao dos gases associados ao «efeito de estufa». O efeito dominante depende de muitos factores, nomeadamente da altitude e do tamanho das nuvens e das suas gotículas.
Por outro lado, o aumento da evaporação poderá provocar pesados aguaceiros e mais erosão. Muitas pessoas pensam que isto poderá causar resultados mais extremos no clima, com um progressivo aquecimento global.
As alterações climáticas têm também consequências ao nível da economia:
Por um lado, consequências no turismo: as temperaturas mais elevadas e ondas de calor podem alterar os destinos turísticos tradicionais e as condições menos seguras nas zonas de neves podem afectar negativamente o turismo de Inverno;
Por outro lado, há que ter em conta os custos do investimento em medidas de adaptação às alterações climáticas, isto é, medidas de prevenção e protecção. Exemplos:
medidas para prevenir e minimizar os riscos de inundações, como construção de infraestruturas nas zonas costeiras;
investimentos na agricultura, decorrentes das alterações de datas de sementeiras e de colheita e da introdução de novas variedades adaptadas a climas quentes e secos;
investimentos na Saúde, com a implementação de sistemas de alerta para ondas de calor e poluição atmosférica, devido aos riscos que representam para a saúde humana.
Por fim, há os custos com os seguros associados às catástrofes naturais.

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