quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

Exploração Económica da Floresta e a sua Sustentabilidade

Em Portugal, é de destacar a necessidade de se encarar a floresta como património, tendo em conta que o país tem o maior número de incêndios florestais da Europa do Sul. Como tal, a floresta deve beneficiar de métodos de preservação, capazes de impedirem a habitual catástrofe dos fogos, que todos os anos consomem enormes áreas florestais.

Por outro lado, há a preocupação de conciliar a exploração económica da floresta com a sua sustentabilidade.


Exploração e gestão dos recursos florestais versus Sustentabilidade:

Nesta matéria, em Portugal, é de destacar a questão da indústria papeleira (exploração do eucalipto para produção de pasta e de papel), cujos principais impactos ambientais são os seguintes:

1) Emissões de CO2
2) Consumo de água
3) Emissões para a água
4) Emissões para o ar

O Plano Nacional de Defesa da Floresta Contra Incêndios (PNDFCI):
Com o PNDFCI, apresentado no Conselho de Ministros no dia 23 de Março de 2006, define-se uma estratégia e um conjunto articulado de acções com vista a fomentar a gestão activa da floresta, criando condições propícias para a redução progressiva dos incêndios florestais.
Para alcançar esse objectivo, preconizam-se intervenções em três domínios prioritários: prevenção estrutural, vigilância e combate. Assim, são identificados os seguintes cinco eixos estratégicos de actuação:
· Aumento da resiliência do território aos incêndios florestais;
· Redução da incidência dos incêndios;
· Melhoria da eficácia do ataque e da gestão dos incêndios;
· Recuperar e reabilitar os ecossistemas;
· Adaptação de uma estrutura orgânica e funcional eficaz.

O PNDFCI acentua a necessidade de uma acção concreta e persistente na política de sensibilização, no aperfeiçoamento dos instrumentos de gestão do risco, bem como no desenvolvimento de sistemas de gestão e de ligação às estruturas de prevenção, detecção e combate, reforçando a capacidade operacional.

Neste contexto, tem sido implementado o reforço do número de unidades da capacidade operacional dos sapadores florestais, o papel da GNR e a melhoria da capacidade de intervenção dos Corpos de Bombeiros, visando garantir a redução gradual do tempo de resposta da 1ª intervenção.

1 comentário:

  1. Parabéns pela iniciativa. É sempre importante partilharmos as nossas opiniões e experiências com os outros.

    Boa sorte e continuação de boa escrita!

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